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A Nova Tradução da Bíblia de Joseph Smith

(Scott H. Faulring, Kent P. Jackson, e Robert J. Matthews, redatores, Joseph Smith's New Translation of the Bible: Original Manuscripts [A Nova Tradução da Bíblia: os Manuscritos Originais] (Provo, Utah: Religious Studies Center, Brigham Young University, 2004) 3-13).

A Nova Tradução da Bíblia de Joseph Smith


A restauração do evangelho nestes últimos dias incluiu a restauração à Bíblia de muitas verdades importantes, sim, a tradução levou a efeito a restauração daquelas partes da história bíblica que haviam se perdido e a restauração de textos bíblicos que haviam sido ou modificados ou omitidos ou que precisavam de ilucidação. E o que é de mais importante, houve a restauração de doutrinas bíblicas que haviam sido ou removidas ou distorcidas ou simplesmente mal-interpretadas por um mundo a que faltava a plenitude do evangelho.
Logo após a organização de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (1), o Profeta Joseph Smith recebeu a ordem do Senhor de ocupar-se com a leitura cuidadosa da Bíblia a fim de revisar e corrigi-la conforme a inspiração que receberia. O resultado se trata de uma obra de profundo significado para a Igreja, pois inclui a revelação de muitas verdades importantes e a restauração de muitas "coisas preciosas" cuja perda da Bíblia foi profetizada pelo profeta Néfi do Livro de Mórmon (1 Néfi 12:23-29). Registrou-se em junho de 1830 o primeiro acrécsimo revelado à Bíblia. Ao longo dos três próximos anos, o Profeta fez alterações, acréscimos e correções segundo a inspiração divina, ao cumprir com seu chamado de prover à Igreja uma tradução mais correta (2). Estas revisões, no seu conjunto, são conhecidas como a Tradução de Joseph Smith (TJS), um nome que foi aplicado da década de 1979. Joseph Smith e outros de sua época chamavam a revisão da Bíblia de a Nova Tradução (3). Nesta obra empregamos os termos Tradução de Joseph Smith e Nova Tradução para referir-se ao processo de tradução e ao conjunto dos manuscritos originais. O título, Versão Inspirada (I.V.) se refere à versão redigida e publicada pela Comunidade de Cristo (outrora a Igreja Reorganizada da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias).(4)

História

A primeira revelação da Tradução de Joseph Smith foi o atual capítulo 1 do Livro de Moisés, que se encontra na Pérola de Grande Valor, que trata de uma introdução tanto ao livro de Gênesis como ao Velho Testamento inteiro. Começa pelo manuscrito mais velho da Nova Tradução, designado VT1.(5) Os que serviram de escrivão para o VT1 foram as seguintes pessoas:

Oliver Cowdery Gênesis 1:1-4:18; I.V(6). Gênesis 1:1-5:28(7); Moisés 1:1-5:43
John Whitmer Gênesis 4:18-5:11; I.V. Gênesis 5:29-6:16; Moisés 5:43-6:18
Emma Smith Gênesis 5:12-21; I.V. Gênesis 6:17-53; Moisés 6:19-52
John Whitmer I.V. Gênesis 6:53-7:1; Moisés 6:52-7:1
Sidney Rigdon Gênesis 5:22-24:41; I.V. Gênesis 7:2-24;42; Moisés 7:2-8:30

Ao ditar o texto da Nova Tradução a estes escrivões, o Profeta progrediu até Gênesis 24:41 (I.V. Gênesis 24:42), quando deixou de lado Gênesis e começou a traduzir o Novo Testamento, conforme foi instruído pelo Senhor em 7 de março de 1831 (vide D&C 45:60-62).
O manuscrito mais velho da tradução do Novo Testamento, designado NT1, inclui a maioria do livro de Mateus. Iniciou-se a tradução de Mateus 1:1 em 8 de março de 1831 com término em Mateus 26:71. Sidney Rigdon foi escrivão deste documento. Um segundo manuscrito do Novo Testamento, NT2, começa com uma cópia do primeiro manuscrito e continua até o fim de João 5. Nesta altura, em fevereiro de 1832, o Profeta parou de ditar o texto completo aos escrivões e desenvolveu um sistema abreviado de anotações em que o Profeta fazia referências e anotações na sua própria Bíblia, colocando somente as alterações, acréscimos de palavras e outras revisões no manuscrito. Daquele momento em diante, parece que o Profeta lia os versículos de sua Bíblia, marcava as palavras e passagens que precisavam de correção e ditava só as alterações aos escrivões que as escreviam nos manuscritos.
John Whitmer, o copista de Mateus 1:1-26:71, copiou o material do NT1. Os escrivões para o restante do Novo Testamento foram os seguintes:

John Whitmer Mateus 25:1-Marcos 9:1
Sidney Rigdon Marcos 9:2-2 Tess. 2:3; 2 Tess. 2:1-Heb. 5:8; Heb. 6:9-7:26; 8:4-9:26; 10:1-21; 11:12-13:5; Tiago 2:1-2 Pedro 3:18; 1 João 3:9-Judas; Apocalipse 1:20-11:4
Escriba A(8) 2 Tess. 2:7-9; Heb. 6:1-8; 7:27; 9:28; 11:1; Tiago 1; 1 João 1:1-3:8; Apocalipse 1:1-16
Frederick G. Williams Apocalipse 12:1-22:9

A Bíblia que Joseph Smith usou para fazer a tradução foi uma versão King James comprado em 8 de outubro de 1829 na livraria de E. B. Grandin em Palmyra, Estado de Nova York, onde o Livro de Mórmon estava sendo preparado para impressão.(9) O texto da Bíblia do Profeta é quase igual à versão de 1769 que ainda hoje é usada pelos membros da Igreja que falam inglês. Há porém alguns casos de atualização das palavras antigas na versão dele e a pontuação é diferente de a de hoje em centenas de versículos, como era o caso de muitas Bíblias daquela época. (10)
Ao completar o Novo Testamento em fins de julho de 1832, Joseph Smith voltou ao trabalho do Velho Testamento.(11) Um segundo manuscrito do Velho Testamento, designado VT2,(12) foi criado, incluindo uma cópia do primeiro manuscrito (OT1). John Whitmer fizera uma cópia em março e abril de 1831 quando Joseph Smith e Sidney Rigdon começaram a traduzir o Novo Testamento.(13) OT2 se tornou o manuscrito do re-início da tradução. O Profeta logo passou a usar o sistema de anotações abreviadas para o Velho Testamento, marcando as passagens do Velho Testamento que precisavam de revisão e ditando as alterações aos escrivões que as registravam no manuscrito. Quem ajudou o Profeta com a tradução de OT2 foram John Whitmer, copista de Gênesis 1:1-24:41 (I.V. Gen. 1:1-24:42; Moisés 1-8), e Frederick G. Williams, escriba de Gênesis 24:41 (I.V. Gen. 24:42)-Neemias 10:30; Salmos 11-15; Salmos 17 ao fim de Malaquias. Joseph Smith serviu de escrivão prórprio para Neemias 11-Salmos 10 e Salmos 6 (OT2, pp. 81-83, 86), e Sidney Rigdon foi escrivão de algumas linhas de Jeremias (OT2, pp. 111-112). No fim do OT2, após o livro de Malaquias, as seguintes palavras foram escritas em letra grande: "Completado em 2 de julho de 1833." Neste mesmo dia o Profeta e seus conselheiros, escrivões do JST, Sidney Rigdon e Frederick G. Williams, escreveram aos membros da Igreja de Missouri: "Neste dia completamos a tradução das escrituras, pela qual rendemos louvores ao Pai Celestial."(14)
Durante o trabalho do Profeta de tradução e correção da Bíblia, houve modificações em aproximadamente mil e trezentos versículos do Velho Testamento e em cerca de dois mil e cem versículos do Novo Testamento.(15) A maioria das alterações consiste no re-fraseamento do texto existente da versão Rei James. Mas outras alterações se tratam do acréscimo de materiais novos-em alguns casos quantias expressivas. Supõe-se que todos os livros da Bíblia foram examinados, no entatno não houve alterações em treze livros (Ester, Eclesiastes, Cantares de Salomão, Lamentações, Obadias, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Malaquias, 2 João e 3 João). Os livros que não levaram correções são identificados nos manuscritos com anotações breves, tal como: "Miquéias-Correto" (OT2, p. 118). Eclesiastes é o único livro de que não se faz menção. Quanto a outro livro, o manuscrito observa: "Cantares de Salomão: não se trata de escritos inspirados" (OT2, p. 97).
Há algumas passagens notáveis na Nova Tradução que foram reveladas pela primeira vez com perfeita clareza doutrinária e gramatical, de forma que não careciam de mais redação. Mas outras passagens mostram que o Profeta teve que se esforçar até estar seguro que havia chegado a um fraseamento aceitável ao Senhor. Seus esforços cuidadosos estavam em harmonia com a ordem que previamente recebera, e que se aplica a todos nós, que devia "estudá-lo bem em [nossa] mente" ao escutarmos os sussurros de Espírito e aplicar nossos melhores esforços, depois do qual virá a confirmação, se estiver correto (D&C 9:8; e vide D&C 9:7-9).
Constam em muitas páginas dos manuscritos revisões feitas após o ditado original. As revisões são de dois tipos: (a) Algumas são simplesmente mecânicas, como a inserção de sinais de pontuação e numeração dos versículos, bem como a substituição do ampersand pela palavra "e," e a troca de letras maiúsculas por menúsculas e vice versa. Há centenas de revisões desta natureza. (b) Em outros casos foram acrescidas ao texto mais palavras, como também houve alterações das palavras já existentes. Algumas destas revisões simplesmente corrigem erros do primeiro ditado do Profeta, tais como palavras ou omitidas ou escritas de forma errada pelo escrivão. Mas em muitas revisões Joseph Smith alterou o texto ou acrescentou palavras e frases para esclarecer ou até dar novos significados não registrados no ditado original. Algumas revisões requeriam mais espaço do que estava disponível entre as linhas do texto e assim foram escritas em pedacinhos de papel e anexos com alfinetes-o que equivale ao grampo ou clipe de hoje em dia. Embora estas revisões posteriores proporcionem importantes esclarecimentos e conhecimento, a maioria preponderante das contribuições significativas da TJS foram feitas quando o Profeta as ditou pela primeira vez.
Na maioria dos casos, podemos identificar quase todos os escrivões a serviço do profeta por meio de sua letra nos manuscritos originais. Das revisões posteriores que Joseph Smith fez nos documentos, em torno de 90 por cento foram escritas pela mão de Sidney Rigdon; a maioria das outras revisões foram registradas por Frederick G. Williams e somente dez alterações pequenas foram escritas por Joseph Smith mesmo. Parece que o Profeta ditou a maioria das revisões nos manuscritos aos escrivões logo depois de completar os manuscritos originais quando ele revisou o trabalho, corrigiu os erros, esclareceu mais e recebeu mais inspiração e entendimento. No dia 31 de julho de 1832 Joseph Smith anunciou que havia completado a tradução do Novo Testamento. Porém, seis meses depois, no dia 2 de fevereiro de 1833, seu livro de ata registra que terminou o trabalho de "traduzir e revisar" a nova versão do Novo Testamento.(16) Esta revisão da tradução do Novo Testamento, conforme é evidente em muitas anotações nos manuscritos, realizou-se durante a mesma época em que algumas partes do Velho Testamento foram traduzidas pela primeira vez. De igual modo, é provável que as revisões anteriores do Velho Testamento fossem feitas logo após o ditado original. Do dia 2 de julho de 1833 em diante não há referências a respeito de revisões a mais das traduções nem nos diários nem nas cartas de Joseph Smith. Mas há referências a tais assuntos como a preparação do manuscrito para publicação, referindo-se a tais detalhes como a inserção de sinais de pontuação, correção ortográfica, numeração dos versículos e assim por diante. Não podemos indentificar nem a letra dos redatores nem as datas em que fizeram as revisões mínimas mecânicas. A maioria destas modificações foi feita, provavelmente pelos secretários que atuavam sob a orientação do Profeta, mas outras alterações nos textos podem ter sido incluídas nos anos da década de 1860 quando a Igreja Reorganizada de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias preparou os documentos para a edição da chamada Versão Inspirada.(17)
Foi completa a tradução? De modo geral, responde-se que sim. A Bíblia, até na sua forma mais pura e completa, nunca continha o registro completo dos livros que até são mencionados nela. O livro de Gênesis, por exemplo, foi uma revelação a Moisés que só consistia em meros resumos de vidas e acontecimentos importantes tirados ou de outras escrituras ou dadas por inspiração. Com certeza deve haver muitas outras verdades que poderiam ter sido reveladas na Nova Tradução e outros acréscimos que poderiam ter sido incluídos na Tradução de JosepH Smith para fazê-la mais completa. Mas do mês de julho de 1833 em diante, o Profeta Joseph Smith não falou mais a respeito de traduzir a Bíblia e sim de publicar a Bíblia, o qual ele pretendia realizar o quanto antes. (18) Ele até procurou fundos e meios de editar a tradução em forma de livro impresso e ele incentivava repetidas vezes os membros da Igreja a doarem fundos para a sua publicação. Porém, devido à falta de recursos monetários e devido às outras prioridades dos Santos, o livro não chegou a ser publicado durante a sua vida.(19) Imprimiram-se algumas seleções da tradução nos jornais e outras publicações da Igreja, de forma que algumas partes dela estavam disponíveis aos membros pioneiros da Igreja.(20) Mesmo assim quando Joseph Smith foi martirizado em junho de 1844, ele ainda não havia realizado seu desejo de ver a publicação da nova tradução do Novo Testamento por competo.
Durante as décadas após a morte do Profeta, os Santos dos Últimos Dias de Utah não tinham acesso aos manuscritos da Nova Tradução, como também só tinham conhecimentos limitados do que se tratava e como foram produzidos. Nenhum dos que participaram do processo de tradução estavam com a Igreja quando os Santos se deslocaram para o Oeste em 1846.(21) Devido a estas e a outras condições relacionadas à tradução, surgiram mal-entendidos que por fim arraigaram-se na cultura dos Santos dos Últimos Dias. Entre os conceitos errados são as ideias de que o Profeta não havia completado a tradução e que não era para ser editada durante a vida dele. Um estudo bem apurado mostra que estas ideias são desmentidas pelas próprias palavras de Joseph Smith.(22) Mas será que o Novo Testamento estava pronta para ser impresso no dia em que Joseph Smith morreu? Robert J. Matthews já demonstrou que: "A conclusão básica a que cheguei é que o trabalho de tradução fora aceito no que o Senhor havia requerido ao Profeta naquela hora, porém o manuscrito não estava totalmente preparado para publicação."(23) Faltava ainda um trabalho de aprimoramento das divisões dos versículos e de ortografia e de pontuação. Além disso o resultado de algumas das revisões individuais foi que não havia uma coerência total entre as frases que ainda precisavam de redação para aprimorá-las. Em outras palavras, embora a obra inspirada de tradução tivesse sido terminado por Joseph Smith até o ponto que o Senhor definira, o próprio manuscrito ainda carecia de redação e aprimoramento quando ele desapareceu.

Tipos de Revisões

Joseph Smith possuía a autoridade de fazer as alterações do texto da Bíblia conforme inspirado e guiado por Deus. Em uma das revelações a ele é dada a designação de "vidente, revelador e tradutor" (D&C 107:92), e em ainda muitas outras passagens do livro de Doutrina e Convênios o trabalho de tradução é afirmado e confirmado pelo endosso do Senhor (D&C 35:20; 43:12-13; 73:3-4; 90:13; 93:53; 94:10). O Profeta mesmo chamava sua revisão da Bíblia de "tradução," mesmo que não se tratasse de uma nova versão criada através da tradução direta de manuscritos antigos nas línguas hebraica e grega. No que se refere à tradução da Bíblia, Joseph nunca alegou ter consultado ou examinado outros textos senão os de sua própria Bíblia inglesa, não obstante, ele de fato fez uma tradução no sentido de pô-la em uma nova forma que transmitisse o significado correto e inspirado de muitas passagens bíblicas.
A pesquisa dos textos revela que aparecem vários tipos de alterações ao longo do processo de revisão, mas se torna muito difícil indentificar com certeza a natureza ou origem de qualquer das alterçaões ou acréscimos específicos. A seguinte relação de cinco categorias principais parece, ao nosso ver, definir todas as revisões do Novo Testamento:(24)
1. A restauração de textos originais. Dado que Néfi nos disse que "muitas coisas claras e preciosas" seriam "tiradas" da Bíblia (1 Néfi 13:28), nós podemos ter certeza de que a versão TJS inclui a restauração de conteúdo que outrora estava contido nos manuscritos originais da Bíblia. O Senhor profetizou a Moisés que haveria omissão de materiais de seu registro mas que nos últimos dias seriam restaurados: "E agora, Moisés, meu filho, falar-te-ei a respeito desta Terra na qual estás; e escrverás as coisas que te direi. E no dia em que os filhos dos homens menosprezarem minhas palavras e tirarem muitas delas do livro que escreverás, eis que levantarei outro semelhante a ti; e elas outras vez estarão dentro do alcance dos filhos dos homens-entre todos os que crerem" (Moisés 1:40-41). Joseph Smith de fato foi um homem semelhante a Moisés que o Senhor suscitou nestes últimos dias para restaurar as palavras perdidas que Moisés havia escrito, bem como os textos perdidos dos escritos de outros profetas e escritores bíblicos. No entanto, Joseph Smith não restaurou as palavras exatas dos trechos perdidos, pois foram escritos em hebraico ou grego, ou outras línguas antigas, mas a nova tradução era para ser escrita em inglês, portanto sua tradução seria no inglês idiomático de sua própria época, restaurando assim o significado e mensagem das passagens originais, não restaurando, necessariamente, os enfeites literários que faziam parte das passagens originais quando estas foram escritas nos tempos antigos. Este processo não deixa de ser um processo de tradução e é mais um motivo de justificar a denominação de tradução para o trabalho de restauração que o Profeta fez.
2. A restauração do que certa vez foi dito e feito mas que não fazia parte, mesmo na antiguidade, da compilação de textos que forma a atual Bíblia. Joseph Smith declarou: "Daquilo que podemos concluir em relação aos ensinamentos do céu, baseando-nos nas sagradas escrituras, somos obrigados a pensar que há muitos ensinamentos dados aos homens desde o começo que já não possuímos."(25) É bem possível que a versão TJS contenha ensinamentos e eventos que faziam parte do ministério de profetas, apóstolos, ou até do próprio Jesus Cristo que mesmo antigamente nunca foram registrados por escrito. A TJS pode incluir materiais os quais os escritores da Bíblia desconheciam ou que resolveram não incluir ou que, por negligência, deixaram de incluir nos registros das escrituras (vide 3 Néfi 23:6-13).
3. Redação destinada a fazer a Bíblia mais compreensível para que seja entendida por leitores da atual época. Muitas alterações específicas da versão TJS se encaixam em esta categoria. Há numerosos exemplos e casos em que o Profeta mudou a ordem das palavras para fazer um texto mais fácil de ler ou para fazê-lo conformar mais à linguagem moderna. Alguns exemplos de modernização da língua da Bíblia inglesa, versão do Rei James, incluem muitas mudanças da palavra arquaica wot para know [saber],(24), também a substituição de an por a antes de vocábulos que começam com h, alterações de saith [forma arquaica do pretérito de say ] para said, troca de that e which para who, quando se refere a uma pessoa, e a substituição de ye e thee por you.(27) Em alguns casos, Joseph Smith incluiu certas locuções para tirar a ambiguidade do texto. Por exemplo, há várias passagens em que o pronome he [ele] é substituído pelo nome da pessoa, assim fazendo o sentido mais claro, como por exemplo em Gênesis 14:20 (KJV "And he gave [E ele deu]" = TJS "And Abram gave [E Abraão deu]") e também em Gênesis 18:32 (KJV "And he said. . . . And he said [E disse mais. . . . E disse]" = JST "And Abraham said. . . . And the Lord said [E disse mais Abraão. . . E o Senhor disse]").
Estes exemplos são meramente de escolhas de palavras e frases para esclarecer, independente de como se deve interpretar ou traduzir o texto original. Mas outras formas de modernização podem ter um objetivo mais significativo. Algumas das modificaões que o Profeta fez se tratam, talvez, da chamada tradução cultural, ou seja, a conversão de alguns aspectos da cultura antiga para aspectos correspondentes da cultura moderna a fim de que sejam mais bem compreendidos pelos leitores da atualidade. Um exemplo disso pode estar na revisão de 1 Tessalonicenses 5:26, em que "Saudai a todos os irmãos com ósculo santo" é alterado para "Saudai a todos os irmãos com uma saudação santa" (vide também Rom. 16:16; 1 Cor. 16:20; 2 Cor. 13:12). É provável que o texto da versão do Rei James da Bíblia inglesa aqui represente corretamente a palavra original e o intento original de Paulo. Talvez o Profeta tenha feito esta mudança porque para os leitores da época, que eram de tradição inglesa e puritância e não estavam acostumados às formas de mostrar amizade e irmandade dos povos da região onde Paulo atuava, a palavra de Paulo poderia ser mal-interpretada e distorcida. (28)
4. Redação para harmonizar o fraseamento bíblico com as verdades que se encontram ou em outras revelações ou em outras partes da própria Bíblia. Joseph Smith disse: "[Há] muitas coisas na Bíblia que, como constam agora, não concordam com as revelações que o Espírito Santo tem me dado."(29) Onde havia erros e imprecisões na Bíblia, independente da fonte do erro, estava sempre dentro da competência do chamado do Profeta revisar tudo aquilo que precisava de revisão. Sempre que a revelação moderna dava uma visão mais clara de uma doutrina não preservada bem na Bíblia, convinha que Joseph Smith incluisse a correção, não importando se a correção refletia o que estava no documento antigo ou não. Ao mesmo tempo, se uma passagem não concordasse com as informações contidas em outras passagens da própria Bíblia, ele teria que fazer uma revisão.
Os seguintes três exemplos servem de ilustração deste tipo de revisão: (a) O Evangelho segundo João registra a declaração: "Deus nunca foi visto por ninguém" (João 1:18), o que contradiz a experiência própria de Joseph Smith (Joseph Smith-História 1:17-20), bem como os exemplos bíblicos dos profetas que viram Deus (e.g., Êxodo 24:9-11; 33:11; Números 12:6-8; Isaías 6:1; Amós 9:1). A alteração da TJS de João John 1:18 esclarece o texto. ["E Deus nunca foi visto por alguém, exceto por aquele que deu testemunho do Filho. . . (TJS João 1:19; vide Guia de Estudo das Escrituras, p. 237)]
(b) O Evangelho segundo São Mateus contém o que parece ser um mal-entendido com relação ao jumento montado por Jesus na sua entrada triunfal em Jerusalém (Mateus 21:2-3, 7). A TJS revisa o texto para conformar com os relatos mais claros de Marcos, Lucas e João. (c) Mateus 27:3-5 e Atos 1:16-19 contêm informações contraditórias a respeito da morte de Judas. A TJS revisa o relato de Mateus para harmonizar os dois relatos. É muito possível que nos trechos como os que foram citados nos exemplos b e c acima, a Bíblia conserve com exatidão o que os autores originais haviam escrito, só que aquilo que escreveram pode ter-se baseado em equívocos, memórias incompletas ou erros de escrita. Joseph Smith foi chamado para prover uma tradução mais exata e, seguindo a inspiração divina, ele fez as revisões necessárias, até mesmo corrigindo as palavras dos escritores antigos.
5.Revisões que proporcionam aos leitores modernos certos ensinamentos que não foram escritos pelos autores originais. Pode ser que haja revisões na TJS em que Joseph Smith foi inspirado a alterar ou adaptar as palavras originais de um autor, ou até tirá-las do seu contexto original, para revelar certos ensinamentos de que os membros da Igreja precisavam nestes últimos dias. O Élder Bruce R. McConkie, falando das diferenças entre os capítulos iniciais da Bíblia no livro de Gênesis e os capítulos da TJS, disse que "as duas versões são verdadeiras." Ele declarou que o primeiro capítulo de João, no Novo Testamento, "é verdadeiro," porém a TJS lhe dá "uma perspecitva inteiramente nova." "Estas versões são provas do fato de que pode haver duas traduções da mesma passagem e as duas podem estar certas."(30) Há uma alteração importante da TJS no capítulo 13 de Romanos em que o ensinamento de Paulo referente à submissão dos Santos ao poder político foi revisado, indicando que os Santos têm obrigação de submeter-se à autoridade dos oficiais da Igreja. Talvez os dois sentidos das duas versões sejam verdadeiros. Se é que a Bíblia conserva corretamente os pensamentos originais de Paulo, a versão da TJS, então, pode ser encarada como revelação aos Santos dos Últimos Dias destinada a nos instruir a respeito de um assunto não contemplado por Paulo. (31)
Algumas pessoas repudiam a Tradução de Joseph Smith porque as revisões não podem ser verificadas através dos manuscritos antigos. (32) Elas argumentam que se as alterações da TJS fossem justificadas, concordariam com os mais antigos manuscritos existentes dos livros da Bíblia. Mas este tipo de racioncínio é errôneo por dois motivos principais. Primeiro, o argumento pressupõe que todas as revisãos visam a restauração de textos originais, uma pressuposição que nem a própria Traduão de Joseph Smith nem o Profeta Joseph Smith fizeram. Segundo, o argumento deles pressupõe que os antigos manuscritos existentes são reproduções exatas dos textos originais. Porém, Joseph Smith ensinou que "muitos pontos importantes referentes à salvação da humanidade foram ou tiradas da Bíblia ou perdidas antes que a Bíblia fosse compilada,"(33) assim confirmando o testemunho de Néfi de que "muitas coisa claras e preciosas" seriam "tiradas" dela (1 Néfi 13:28; vide 13:23-29). O estudo apurado de antigos textos bíblicos procura determinar qual era o conteúdo original de manuscritos originais que já não existem. De fato, as cópias mais antigas da maioria dos manuscritos do Novo Testamento são de datas que variam entre um e dois séculos depois que os primeiros manuscritos foram produzidos e os manuscritos mais antigos do Velho Testamento também foram copiados centenas de anos depois que os autores haviam escrito seus livros. Não podemos confiar, de jeito algum, que os mais antigos manuscritos ainda existentes sejam idênticos aos documentos que "saíram da mão dos escitores originais," dado que há afirmação profética de que realmente houve alterações dos textos originais e dado que havia tempo suficiente (centenas de anos) em que as alterações e omissões poderiam ser feitas."(34)
A primeira das categorias de revisões acima relacionadas, ou seja, a restauração de textos originais, é a única das categorias que trata de correção de textos da Bíblia para restaurar seu significado original, senão as palavras exatas do que os autores andtigos escreveram nos manuscritos originais, para a língua idiomática americana do século dezenove. As revisões indentificadas nas categorias 2 a 5 não tratam de restaurações de textos originais, e sim de frases que provalemente nunca estavam na Bíblia, nunca haviam sido escritas em hebraico nem grego e não haviam conformado ao estilo literário dos antigos escritores da Bíblia. A língua original destas revisões é o inglês de Joseph Smith. Talvez isto possa nos ajudar a esclarecer umas perguntas sobre a TJS, tais como, por que alguns dos acréscimos aos trechos poéticos do Velho Testamento não se conformam ao estilo das passagens em que se encontram?, ou, por que algumas das revisões da TJS no Novo Testamento não empregam o mesmo vocabulário ou estilo que se encontram nas palavras preservadas dos escritores antigos?, ou por que as revisões da TJS às vezes variam das formas que se encontram nas placas de bronze conforme foram conpiadas no Livro de Mórmon?(35) É porque é possível que algumas das passagens da TJS nunca estivessem na Bíblia e, de fato, nós nem esperaríamos encontrá-las em manuscritos antigos, independente das datas e antiguidade e exatidão dos antigos manuscritos da Bíblia disponíveis aos eruditos.
As próprias escrituras dão exemplos que mostram que os próprios profetas antigos revisavam, re-usavam, redigiam e acrescentavam aos escritos do profetas anteriores. Há vários lugares nos livros do Velho Testamento onde parece que um escritor posterior acrescentou palavras aos escritos originais do autor anterior.(36) Com frequência os autores do Novo Testamento citavam passagens do Velho Testamento nos seus escritos de maneiras que talvez não fossem contempladas pelos profetas mais antigos.(37) Mateus e Lucas podem ser, de certa forma, a expansão do livro de Marcos. (38) Morôni compilou uma relação expressiva de passagens do Velho Testamento de diversos contextos para ensinar ao Profeta Joseph Smith.(39) O Élder Bruce R. McConkie sugeriu que grande parte do conteúdo do livro de Malaquias consiste em material reciclado de um profeta mais antigo, Zenos.(40) Néfi aparentemente incluiu frases do profeta Isaías na sua própria revelação para ensinar qual seria o destino de seu registro profético (vide 2 Néfi 27). E o profeta Mórmon introduziu seu próprio comentário inspirado entre os ensinamentos dos profetas nefitas de tal modo que se torna difícil, por vezes, saber quando, por exemplo, Alma termina e Mórmon começa. O trabalho de Joseph Smith referente à Bíblia não é o de fazê-la um artefato para museu e sim uma revelação vivente para os Santos dos últimos dias. Ele foi designado para esta obra por Deus (vide D&C 76:15), e o próprio Deus endossou esta obra com linguagem poderosa: "E as escrituras serão dadas tal como se acham em meu próprio seio, para salvação de meus eleitos" (D&C 35:20). Devido ao fato do Senhor ter revelado a Tradução de Joseph Smith para a salvação de seus eleitos, os Santos dos Últimos Dias podem abraçá-la de tal forma que abraçam o Livro de Mórmon, Dourtina e Convênios e a Pérola de Grand Valor.

História Subsequente

Em 1851 o Élder Franklin D. Richards do Quórum dos Doze Apóstolos servia no cargo de presidente da Missão Britânica em Liverpool, Inglaterra, quando, sentindo a necessidade de disponibilizar algumas das revelações de Joseph Smith aos Santos britânicos, ele compilou um panfleto missionário com título de A Pérola de Grande Valor. Ele incluiu, entre outros textos importantes, seleções da Nova Tradução da Bíblia do Profeta, a qual já havia sido publicado em periódicos da Igrja e em outras fontes. Estes trechos consistiam nos primeiros capítulos de Gênesis e o capítulo 24 de Mateus.(41) Com o passar do tempo, a compilação do Élder Richards se tornou muito popular como leitura entre os membros da toda a Igreja da Grã Bretanha. Já que a maioria dos Santos Britânicos mais tarde emigrou à América, o interesse na Pérola de Grande Valor também chegou às Américas. Na década de 1870 fez-se a decisão de prepará-la para distribuição para a Igreja toda. E primeira edição de Salt Lake City foi publicada em 1878 e em outubro de 1880 o livro foi apresentado aos membros reunidos na conferência geral para um voto de apoio e assim foi canonizado como sendo escritura sagrada e portanto aceito pelos membros, os quais assumiram o compromisso de viver conforme seus ensinamentos.(42) Desde então, a Pérola de Grande Valor tem sido um dos livros padrão e aqueles capítulos traduzidos por Joseph Smith como parte da Nova Tradução foram reconhecidos como revelação divina, como sempre foram considerados, e como uma parte integral das escrituras e da nossa doutrina.
Quando Joseph Smith morreu, os manuscritos da Nova Tradução não estavam de posse da Igreja mas ficaram com sua família que permaneceu no Estado de Illinois quando os líderes da Igreja e a maioria dos Santos se mudaram para o Oeste. Em 1867 a Igreja Reorganizada de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias publicou a Nova Tradução sob o título de As Escrituras Sagradas, Traduzidas e Corrigidas pelo Espírito de Revelação por Joseph Smith, Jr., o Vidente. Tornou-se conhecida popularmente como a Versão Inpirada desde o século dezenove e este nome foi acrescentado oficilamente à edição de 1936. Como já mencionamos, na época do martírio de Joseph Smith, a pontuação e numeração dos versículos nos manuscritos ainda precisavam de correção. A pontuação e versificação da Versão Inspirada impressa não seguem o que foi escrito nos manuscritos da TJS, em vez disso tais informações foram dadas pelo comitê de publicações que se reunia em 1866 até 1867. Parece que o comitê resolveu seguir o padrão da tradução do Rei James ao invés de seguir o que estava escrito nos manuscritos originais.
Devido ao fato dos Santos de Utah saberem muito pouco a respeito da tradução do Novo Testamento e não terem acesso aos documentos originais, não se usava a TJS muito na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, fora os extratos que faziam parte da Pérola de Grande Valor. Com o passar do anos a falta de conhecimento com relação à Nova Tradução fez com que alguns Santos dos Últimos Dias não entendessem nem do que se tratava nem o processo pelo qual foi criada. Também começaram a duvidar da exatidão da versão impressa, a Versão Inspirada. Alguns chegaram a encarar a Nova Tradução com ressalvas.(43) Durante as décadas dos anos 60 e 70, o Professor Robert Matthews conduziu uma pesquisa ampla dos manuscritos e da Bíblia anotada por Joseph Smith.(44) Seu estudo confirmou a integridade geral da publicada Versão Inspirada e ensinou-nos muitas coisas a respeito da Nova Tradução e como ela foi produzida. Durante este processo, o Professor Matthews tornou a TJS muito mais conhecida aos membros da Igreja.(45)
Em 1979, quando a Igreja publicou a versão dos Santos dos Últimos Dias da Bíblia em língua inglesa, incluiu-se uma quantia grande de material da Nova Tradução que foi incluída nas notas de rodapé e num apêndice. Os textos da TJS foram tirados da edição de 1944 da Versão Inspirada, a versão "corrigida." (46) Nos anos que seguiam, seleções da TJS foram incluídas na Guia para Estudo das Escrituras, uma obra que combina uma concordância e dicionário bíblicos e seleções da TJS para as edições das escrituras SUD em outras línguas, como a portuguesa. Este volume, que inclui transcrições por facsímile dos manuscritos originais da TJS, agora faz parte das publicações do Centro de Estudos Religiosos da Universidade Brigham Young. O aspecto mais marcante desta edição é que agora a Tradução de Joseph Smith se tornou muito mais acessível do que antes aos estudiosos. Agora autoridades gerais, os que escrevem livros didáticos para a Igreja, eruditos e estudantes podem se referir livremente à tradução do Novo Testamento nos seus escritos e pesquisas, colocando-a no seu devido lugar ao lado das outras grandes revelações do Profeta Joseph Smith. Como observou o Élder Dallin H. Oaks do Quórum dos Doze: "[A TJS] é um membro da família real de escrituras que deve ser notadas e honradas em todas as ocasiões em que estiver presente."(47)

Anotações

1 Chamada a Igreja de Cristo na época de sua organização em 6 de abril de 1830.
2 A pesquisa mais completa da Nova Tradução até hoje é de Robert J. Matthews, "A Plainer Translation": Joseph Smith's Translation of the Bible-A History and Commentary (Provo, Utah: Brigham Young University Press, 1975). Pesquisas recém feitas que aparecem neste volume proporcionam esclarecimentos referentes a muitos assuntos, tais como a letra manuscrita dos escrivões e a cronologia dos eventos.
3 Vide Doutrina e Covênios 124:89; Times and Seasons 1, no. 9 (julho de 1840): 140. Vide também Joseph Smith, History of the Church of Jesus Christ of Latter-day Saints, ed. B. H. Roberts, 2d ed. Rev., 7 vols. (Salt Lake City: Desert Book, 1957), 1:341, 365; 4:164.
4 Primeira edição de 1867 apareceu com o título de The Holy Scriptures, Translated and Corrected by the Spirit of Revelation. By Joseph Smith, Jr., the Seer. (Plano, Ill.: The Church of Jesus Christ of Latter-Day Saints [mais tarde, Reorganized Church of Jesus Christ of Latter Day Saints], 1867). A edição mais recente foi publicada em Independence, Missouri, em 1991. Em 2001 a Igreja Reorganizada mudou de nome para the Community of Christ [A Comunidade de Cristo].
5 Todos os manuscritos da TJS estão nos arquivos da Comunidade de Cristo de Independence, Missouri. Note que no ensaio de Matthews, "A Plainer Translation," e em outras publicações, um sistema antiquado de numeração foi usado referente os manuscritos, o qual foi resultado de um mal-entendido a respeito da ordem em que os manuscritos foram produzidos. VT1 era designado VT2. Matthews foi o primeiro a duvidar da exatidão do sistema de numeração. Vide, Matthews "A Plainer Translation," 67-72 e Richard P. Howard, Restoration Scriptures: A Study of Their Textual Development, rev. and enl. (Independence, Mo.: Herald, 1995), 63 n. 1.
6 Referências com a designação I.V. se referem ao capítulo e versículo conforme aparecem na Versão Inspirada, publicada pela Comunidade de Cristo, os quais diferem às vezes das referências tradicionais da Bíblica e das referências escirtas nos manuscritos originais da TJS.
7 Inclusive a seção 22 da versão de Doutrina e Convênios da Comunidade de Cristo o que equivale ao primeiro capítulo de Moisés da Pérola de Grande Valor.
8 Estas passagens foram todas escritas pelo mesmo escrivão ainda desconhecido, o qual designamos Escriba A.
9 Na primeira folha da Bíblia do verso da capa há a enscrição na letra de Oliver Cowdery: "O Livro dos Judeus e propriedade de Joseph Smith Junior e Oliver Cowdery / Comprado em 8 de outubro de 1829 na Livraria de Egbert B Grandins / Palmyra, Condado de Wayne, Nova York. / Preço $3.75 / Santidade ao Senhor."
10 Vide Kent P. Jackson, "Joseph Smith's Cooperstown Bible Used in the Joseph Smith Translation in Its Historical Context," BYU Studies 40, no. 1 (2001):41-70. A Bíblia do Profeta foi publicado em 1828 pela H. and E. Phinney Company de Cooperstown, Nova York. Encontra-se nos arquivos da Comunidade de Cristo em Independence, Missouri. Devido ao fato da Bíblia de Joseph Smith ser usada na Nova Tradução, o texto dela (e não a Versão do Rei Jamoes de 1769 que se usa ainda hoje na publicação atual da Bíblia SUD em inglês) é o que aparece nas partes não revisadas da TJS. Fora as muitas diferenças de pontuação, a diferença mais comum entre estas duas versões da Bíblia King James é o uso do artigo a na Bíblia do Profeta antes de substantivos que começam com a letra h aspirada, como de "a house" (1 Reis 5:3 KJV) e "a hundred" (Gênesis 11:25 KJV), ao passo que na versão de 1769 da KJVersion usa-se a forma arcaica do an: "an house" e "an hundred."
11 Em uma carta de data de 31 de julho de 1832, o Profeta declarou: "Completamos a tradução do Novo Testamento . . . , estamos progredindo muito no livro velho [Velho Testamento] e no poder de Deus podemos fazer todas as coisas segundo sua vontade." Joseph Smith para W. W. Phelps, 31 de julho de 1832, Ms. 155, Box 2 folder 3. Joseph Smith Collection, Church Archives, the Church of Jesus Christ of Latter-day Saints. Publicada em The Personal Writings of Joseph Smith, rev. ed. Dean C. Jesse (Salt Lake City: Deseret Book, 2002), 274.
12 Outrora VT3.
13 Quando John Whitmer completou a transcrição do VT1, assim criando o VT2, escreveu no fim do documento original (VT1), "5 de abril de 1831 transcrição até aqui."
14 Joseph Smith, Sidney Rigdon e Frederick G. Williams para os Irmãos de Sião, 2 de julho de 1833, Joseph Smith Letter Book 1, 51 (Ms. 155, Box 2 folder 1), Joseph Smith Collection, Church Archives, the Church of Jesus Christ of Latter-day Saints. Publicada em Joseph Smith, History of the Church, 1:368.
15 Matthews, "A Plainer Translation," 425.
16 "Neste dia completamos a tradução e revisão do Novo Testamento." Kirtland High Council Minute Book, 2 de fevereiro de 1833, 8, Church Archives, the Church of Jesus Christ of Latter-day Saints. Publicado em Joseph Smith, History of the Church, 1:324.
17 Na época (1866-67) em que o comitê de publicações RSUD obteve de Emma Smith o manuscrito para publicá-lo, os membros do comitê foram instruídos a fazer uma cópia do manuscrito inteiro para que a cópia, e não o original, fosse entregue à gráfica, "a fim de preservar o manuscrito original" (The True Latter Day Saints' Herald, 15 April 1866, 125). De acordo com isso, o Manuscrito do Comitê foi transcrito das páginas originais (Richard Howard, Restoration Scriptures, 111-14). Apesar do mandato de preservar o original, a versificação e pontuação do Manuscrito do Comitê difere em muito dos originais, VT2 e NT2 por causa das inserções mecânicas do comitê RSUD. Além disso, parece que algumas alterações (principalmente a inserção de letras maiúsculas) em letra do comitê RSUD foram feitas depois do falecimento de Joseph Smith.
18 "O irmão verá por estas revelações que precisamos imprimir a nova tradução aqui em Kirtland, para o qual nos prepararemos quanto antes." Joseph Smith, Sidney Rigdon e Frederick G. Williams para Edward Partridge, 6 de agosto de 1833, Letters Sent, Oversized (Ms. 155, Box 6 folder 2), Joseph Smith Collection, Church Archives, the Church of Jesus Christ of Latter-day Saints.
19 As evidências foram reunidas em Matthews, "Joseph Smith's Efforts to Publish His Bible Translation," Ensign, January 1983, 57-64.
20 The Evening and the Morning Star 1, no. 3 (agosto de 1832): 2-3 (Moisés 7); 1, no. 10 (março de 1833): 1 Moisés 6:43-68; I no. 11 (abril de 1833): 1-2 (Moisés 8:13-30); Doctrine and Covenants of the Church of the Latter Day Saints (Kirtland, Ohio: F. G. Williams e CO., 1835), "Lecture First," 9 (Hebreus 11:1); "Lecture Second,"13-18 (Moisés 2:26-29; 3:15-17, 19-20; 4:4-19, 22-25; 5:1, 4-9, 19-23, 32-40); Times and Seasons 4, no. 5 (16 de janeiro de 1843): 71-73 (Moisés 1); Peter Crawley, A Descriptive Bibliography of the Mormon Church, Volume One, 1830-1847 )(Provo, Utah: Religious Studies Center, Brigham Young University, 1997), 60-61 (Matthew 24).
22 Joseph Smith (morreu em 1844), Oliver Cowdery (excomungado em 1838, morreu membro da Igreja em 1850), John Whitmer (excomungado em 1838), Emma Smith (não foi ao Oeste), Sidney Rigdon (excomungado em 1844), e Frederick G. Williams (excomungado em 1839, morreu membro da Igreja em 1842).
23 Vide Matthews, "Joseph Smith's Efforts."
24 Ibid., 64.
25 Categorias semelhantes a estas se encontram em Matthews, "A Plainer Translation," 253; e em Robert L. Millet, "Joseph Smith's Translation of the Bible: A historical Overview," em The Joseph Smith Translation: The Restoration of Plain and Precious Things, ed. Monte S. Nyman e Robert L. Millet (Provo, Utah: Religious Studies Center, Brigham Young University, 1985), 43-45.
26 The Evening and the Morning Star 2, no. 18 (março de 1834): 143.
27 O manuscrito de Êxodo em Êxodo 32:1 altera wot para know com observação que know "deve ser colodado no lugare de 'wot' em todos os casos."
28 Estas revisões não são totalmente coerentes nos manuscritos.
29 Talvez as revisões de Gênesis 24:2, 9 sejam desta mesma categoria. Explicações que refletem o ponto de visto do século dezenove, e não do primeiro, se encontram em Mateus 9:9 (NT2.1, p. 16, nota anexa com alfinete), e Marcos 2:14 (NT2.2, p. 11).
30 The Words of Joseph Smith: The Contemporary Accounts of the Nauvoo Discourses of the Prophet Joseph, ed. Andrew F. Ehat and Lyndon W. Cook (Provo, Utah: Religious Studies Center, Brigham Young University, 1980), 211, spelling and capitalization modernized.
31 Doctrine of the Restoration: Sermons and Writings of Bruce R. McConkie, ed. Mark L. McConkie (Salt Lake City: Bookcraft, 1989), 269.
32 As notas de rodapé da Bíblia SUD reconhecem as duas interpretações por incluir as revisões da TJS como também as referências a Patriotismo e Governos, e Doutrina e Convênios 58:21-22, que nos admoesta a obedecer às autoridades políticos.
33 E.g., Kevin L. Barney, "The Joseph Smith Translation and Ancient Texts of the Bible," Dialogue: A Journal of Mormon Thought 19 (fall 19860: 85-102; Edward H. Ashment, "Making the Scriptures 'Indeed One in Our Hands,'" in The Word of God: Essays on Mormon Scripture, ed. Dan Vogel (Salt Lake City: Signature Book, 1990), 240-44, 252-53.
34 The Papers of Joseph Smith, Vol. 1: Autobiographical and Historical Writings, ed. Dean C. Jessee (Salt Lake City: Desert Book, 1989), 372.
35 Words of Joseph Smith, 256.
36 Talvez Doutrina e Convênios 1:24 se aplique aqui. As revisões foram "dadas a meus servos na sua fraqueza e conforme sua linguagem."
37 Isto sempre se faz anonimamente. O exemplo mais claro disso é o adendo aos escritos do "Pregador" em in Eclesiastes 12:9-14.
38 Possíveis exemplos incluem Mateus 2:15 (Hosséias 11:1); Atos 2:16-21 (Joel 2:28-32); e Romanos 10:13 (Joel 2:32).
39 Vide Robert L. Millet, "The Testimony of Matthew," em Studies in Scripture, Vol. 5: The Gospels, ed. Kent P. Jackson and Robert L. Millet (Salt Lake City: Desert Book, 1986), 48-50.
40 Vide Oliver Cowdery, "Letter IV. To W. W. Phelps, Esq.," Latter Day Saints Messenger and Advocate 1, no. 5 (fevereiro de 1835): 77-80; "Letter VI. To W. W. Phelps, Esq.," ibid., 1, no. 7 (abril de 1835): 108-12; "Letter VII. To W. W. Phelps, Esq.," ibid., 1, no, 10 (julho de 1835): 156-59. Vide também Kent P. Jackson, From Apostasy to Restoration (Salt Lake City: Desert Book, 1996), 102-15.
41 Bruce R. McConkie, "The Doctrinal Restoration," in The Joseph Smith Translation, ed. Nyman and Millet, 18.
42 Incluia também o último versículo de Mateus 23. A Pérola de Grande Valor de 1851 continha o seguinte: a maioria da TJS até Gênesis 6:13 (agora Seleçoes do Livro de Moisés; D&C da Comunidade de Cristo 22 e Versão Inspirada Gênesis 1:1-8:18), Mateus 23:39-24:51 da TJS (Joseph Smith-Mateus, o Livro de Abraão, partes de cinco seções de Doutrina e Convênios (já não incluídas), partes da história do Profeta de 1838 history (Joseph Smith-História), as Regras de Fé e o poema "Truth [Verdade]" (já não incluído, mas aparece no hinário SUD em inglês, número 272).
43 O testo do Livro de Moisés da Pérola de Grande Valor de 1851 baseou-se em VT1. Na versão de 1878, o texto de Moisés era Versão Inspirada de 1867.
44 Vide Dallin H. Oaks, "Scripture Reading, Revelation, and Joseph Smith's Translation of the Bible," in Plain and Precious Truths Restored: The Doctrinal and Historical Significance of the Joseph Smith Translation, ed. Robert L. Millet and Robert J. Matthews (Salt Lake City: Bookcraft, 1995), 5-15.
45 Matthews, "A Study of the Doctrinal Significance of Certain Textual Changes Made by the Prophet Joseph Smith in the Four Gospels of the Inspired Version of the New Testament" (M.A. thesis, Brigham Young University, 1960), e "A Study of the Text of the Inspired Revision of the Bible" (Ph.D. dissertation, Brigham Young University, 1968). "A Plainer Translation" was published in 1975. See Millet, "A Historical Overview," 38-41.
46 Vide Thomas E. Sherry, "Changing Attitudes toward Joseph Smith's Translation of the Bible," in Plain and Precious Truths Restored, ed. Millet and Matthews, 187-226.
47 O texto foi tirado de uma publicações de novembro de 1965.
48 Oaks, "Scripture Reading, " 13.

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